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segunda-feira, 7 de junho de 2010

AS 12...

Em toda a minha vida esse foi o texto que passei mais tempo para escrever. Ainda não acredito na cena que presenciei em minha casa, ainda não entendi que regras infringi das leis de Deus para merecer tal provação, ainda tenho o olhar perdido no nada a procura de respostas.
3 dias já se arrastaram até aqui e minha vida estagnou naquele momento. Se Carlos não estivesse ao meu lado, hoje eu seria uma Vovó de rua, sem teto, dormindo em bancos de praças.
Voltávamos do supermercado e cavalheiro como sempre, ele abre a porta e faz o gesto para que eu entre primeiro. Entrei mas não pude dar o 2º passo, fiquei catatônica diante de tudo. Cheio de sacolas e querendo entrar, eu ouvia longe sua voz me pedindo passagem, ainda conseguia ouví-lo aborrecido pelo peso das compras que carregava mas minhas pernas não obedeciam meu cérebro, na verdade nem cérebro eu tinha mais naquele instante, o sangue se esvaiu de meu corpo e de marrom, fiquei bege.
Não, não era verdade eu pensava e ao pensar, me dei conta que minhas reações retornavam lentamente. Já sentia meu coração bater, já conseguia respirar, mas minhas pernas e meus olhos não mexiam. Enquanto isso, Carlos atrás de mim se amaldiçoava por não ter me pago uma redução de estômago, se o tivesse feito, nesse momento ele me carregaria facilmente e colocaria as compras para dentro.
Recobrando minha consciência dei um passo para traz repentinamente e como ainda não havia recobrado a fala, Carlos foi pego de surpresa, atropelado com as compras ouvindo o barulho do prejuízo dentro das sacolas.
12, 12, 12 BARATAS mortas pelo tapete, pelos cantos, ao lado dos pufs. 12, foi o que ele retirou com a pá de lixo. Com as 12 ele passou pelo pátio para jogar na rua e eu não conseguia gritar, chorar, falar.
Pensei em dormir na calçada mas era era da vala que elas vinham, pensei em dormir na praça mas Carlos já sem paciência, prometeu fazer minha escolta até o quarto.
É claro que não dormi a noite inteira e Carlos mais alterado ainda ficou pois NADA no Universo me faria apagar a luz. No dia seguinte encontro minha vizinha e conto-lhe a tragédia em minha residência, com a pele esticada de uma boa noite de sono, ela me diz que foi por que detetizou sua casa. Dei-lhe um sorriso de boca fechada e olhos cerrados, gritei mentalmente 3 palavrões e a partir de então, procuro casa para alugar em uma ilha deserta.

Um comentário:

  1. AÍ ,VOVOZINHA MALUQUETE ,GRANDE TEXTO ,EM FORMA! AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! QUERO MAIS!

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