
Domingo, almoço em Família. Chego com Carlos a casa de minha Mãe e do portão vejo-a na porta da cozinha em sua cadeira de embalo lendo o jornal como em todas as manhãs. Beijo-a na testa, sento para um café e sou toda ouvidos para as intermináveis histórias e receitas que ela tem a ensinar. Entre um assunto e outro pergunto se André já acordou, cega de ingenuidade ela me responde que ele saiu tão cedo que nem viu, só o viu chegando às 7 hs da missa. Fecho meus olhos para tamanha ingenuidade e com heroísmo travo uma luta cruel, impedindo minha língua de saltar esmagando sua ilusão.
Doce Mãezinha, durante a semana queima a barriga no fogão fazendo vários tipos de chás para a diabete dele sem nunca imaginar a quantidade de cerveja que ele ingere nos pagodes.
Enquanto conversamos, o telefone não dá trégua e ela com seu reumatismo intenso, caminha para atender,de volta, já vem dizendo que são os amigos de trabalho dele. Percebo os adjetivos estampados nos rostos de Sônia, Sheila, Luana e Layane.
Ao acordar pelo meio-dia, ele passa por nós na cozinha com seus 2 metros de cinismo e o olhar dela parece dizer –Filho de ouro, enquanto o nosso diz Filho da P...

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