domingo, 22 de agosto de 2010
O Pouso da Barata.
Preparava uma bacalhoada de sardinha para o jantar, meu corpo envolto em um avental de seda, dava início a arrumação da mesa. Taças, velas, arranjo de flores, o de todos os dias afinal. De repente, uma coceira em meu braço! Meus olhos não acreditavam no que viam, ELA me fitando cinicamente. Tudo em mim paralisou,todos os órgãos, poros, células, mas minha garganta tomou à frente de tudo e num heroísmo inexplicável, lancei o mais alto grito já dado em todo os meus 46 anos de vida. A LOUCA atordoada, cai no chão de porcelanato da minha cozinha. Meu corpo reage. Esperneio e pulo tanto que o buraco que se abre daria pra cavar um poço artesiano. O telefone tocava e eu impassiva diante daquilo que a humanidade costuma chamar de BARATA. Deixar o local? Eu não podia, precisava da certeza de que ELA sairia pela mesma janela que entrou! Não sei por quanto tempo ali fiquei, mas foi o suficiente para ver minha vida ser passada em preto e branco. Não era medo o que sentia era pavor, fobia, nojo, asco, aversão, pânico... Satisfeita com o caos que causou em meu emocional, ELA saiu cambaleando após 3 tubos de Baygon que descarreguei em seu corpo. Só então corri ao telefone que insistia e Ana, uma amiga que mora no Paar, dizia ter escutado meu grito sentada em seu sofá. Finalmente Carlos chega, ele também dizia ter escutado, o que o fez largar correndo seu emprego na Marambaia e correr pra casa preocupado. Ao me ver enlouquecida pergunta se estou bem e respondo-lhe que sim, eu estou, porém com certeza a intrusa se viva ainda estiver, já perdeu a audição.
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