
Sei que lembro às minhas filhas muito mais um chinelo nas mãos do que um avental todo sujo de ovo, isso me atormenta com a proximidade do dia das Mães embora eu deixe bem claro como é grande o meu amor por elas.
Minha preocupação se baseia no tipo de presente que pedi esse ano, um sapato. Tenho receio que isso possa remetê-las ao passado, despertando um trauma de infância fazendo-as trocar por outro objeto menos perturbador.
Luana hoje entende meus métodos pois a vejo aplicá-los vez em sempre em Villy, porém Layane que ainda não sabe o que é padecer no Paraíso, pode querer voltar atrás no presente prometido.
Só me resta contar com a ajuda de meus Genros, ainda que sob o risco de guardarem mágoa de mim, pois passei a eles a função que antes era minha: Aturar as birras intermináveis e o gênio devastador que elas possuem.
Aguardarei o almoço e os presentes que virão, desejando que somente o amor tome conta de seus pensamentos abrandando-lhes o coração.

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