
5 Dias sem meus netos, foi o suficiente para minha resistência baixar e me fazer pegar a virose.
Meu corpo dói como se Carlos tivesse descarregado em mim a derrota do Flamengo. Meus olhos estão pequenos como um aptº Japonês, passo tanto tempo na cama quanto alguém no telefone tentando se comunicar com uma operadora. Os utensílios domésticos e os cômodos de casa já me encaram com olhar reprovador pois estão entregues a própria sorte. Sinto preguiça até de piscar, a temperatura de meu corpo oscila como o humor de minhas filhas, tenho acordado só para ajeitar o lençol. Minha vida está tão sem nexo como as letras de algumas músicas que tocam por aí poluindo os meus tímpanos.
Nunca imaginei que com todo o meu peso e largura, alguém teria ousadia de me derrubar, devo admitir que essa virose é corajosa. O que me tranqüiliza em relação a morte, é que Carlos até agora tem se mostrado fiel e não conheço entre as amigas que já se foram, uma única que não tenha passado a dolorosa experiência de um chifre. Voltarei, caso contrário, fiquem sabendo que morri iludida!

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