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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SILÊNCIO EM MINHA CASA...


Silêncio em minha casa, passeio pela sala e percebo que o telefone agora é apenas uma peça decorativa.
Em passos de Cágado vou até o quarto e me prosto em frente ao computador, lanço olhares furtivos e ao mesmo tempo me pergunto: Como pude me apaixonar tão depressa por um ser tão inerte? Eu, tão madura, tão dona de mim, determinada, pé no chão... eu equilibrada, sensata, prática, objetiva. Tantos conselhos dei as minhas filhas para evitarem o vício, a dependência.
Agora cá estou, dependente, entregue e sem forças diante de um amor platônico.
Sento na cadeira e minhas mãos num gesto instintivo, acariciam o teclado. Sinto-me só, vivenciando o fim de um amor que preenchia todos os meus espaços.
Uma lágrima silenciosa e morna escorre em meu rosto e apática, deito minha cabeça sobre a mesa em que ele está na esperança da internet entrar.
Kéco do corredor se enternece ao ver a cena, é demais até mesmo para um cão deparar-se com tamanho desequilíbrio e entender tamanho amor.
E eu que pensei saber de amar, descubro que tudo o que podemos ouvir ou falar sobre esse verbo, será sempre teoria se você não o conjugar.

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