

Sentada em minha cadeira de embalo, cesta de tricô ao lado, óculos na ponta do nariz e um cocó ao alto da cabeça, vejo o caos. Luana toma a tabuada de Villy enquanto Ananda faz birra para dormir.
A cada resposta errada de meu neto, meu reumatismo se manifesta e meus batimentos cardíacos vão a 180. Villy lança olhares de S.O.S para mim enquanto Ananda tal qual a Mãe, berra em altos decibés.
Em meu canto nada posso fazer, tenho a fama de deseducar, minha voz será abafada por uma frase típica de filhos já crescidos: NÃO SE META!
Tento me fazer de morta, mas o olhar de meu neto não me deixa seguir a luz. Indagações me vêem ao pensamento. Quem no futuro irá lhe perguntar quanto é 7X9 se já temos máquina de calcular até em celular? Até hoje ninguém me perguntou o que são enormes blocos de gelo desprendidos das geleiras circumpolares e não consigo apagar de minha mente o quanto isso me valeu para decorar..
Percebo que a situação se agrava quando Luana fala com Ananda de 6 meses como se tivesse 22 anos. Penso em intervir salvando minha filha de uma clínica ou ainda o futuro de meus netos, mas Adalberto surge do nada e para a minha tranqüilidade diz que veio busca-la para fazer o supermercado. O tom rosado da pele de meu neto volta ao seu rosto e já consigo novamente fazer planos de vê-lo crescer. A paz reina no ambiente e enquanto Luana se arruma para sair, reparo as asas de meu genro se fechando então nesse instante agradeço a Deus pelo Anjo Adalberto que colocou na vida de meus netos

Sentada em minha cadeira de embalo, cesta de tricô ao lado, óculos na ponta do nariz e um cocó ao alto da cabeça.. Típica vovó... os teus netos devem te amar né?! =D Bjos!
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