
Sexta-feira recebo a visita de minha filha Luana com Ananda em seu colo. De pronto vi seu stress e no olhar de minha neta o pavor do futuro. Ela foi logo dizendo que havia aplicado um “corretivo” em Villy e que estava nervosa. Rapidamente tirei Ananda de seus braços e enquanto Carlos a acalmava, eu tentava mostrar a minha neta que existe vida fora da cena que com certeza presenciou.
Após tudo se acalmar e ela me relatar a razão, peço que deixe Carlos buscá-lo para dormir comigo. Meu neto chega apático, triste e muito provavelmente, dolorido das palmadas que suas atitudes pediram. Conversamos sobre suas tolices, seus motivos e entre promessas de bom comportamento e carinhos de Vó dormimos agarrados.
Ao acordar ele já havia esquecido os percalços da noite anterior e brincava com os bonecos que trouxera enquanto eu labutava pela casa. Às 12hs fui para o banho e ao tentar entrar no quarto, não havia uma única lajota que eu pudesse colocar os pés, todas tinham sido ocupadas por super heróis. Parada e com pressa para o compromisso de 1hr, meu desejo era sair chutando todos, porem meu instinto anivolesco assumiu as rédeas da emoção dando-me a paciência que só as avós tem e o aniversário de 1hr ficou para as 4.
Devo agora procurar uma mansão pois, quando chegar a vez de Ananda provar da fúria da Mãe, as bonecas, ursinhos e panelinhas ocuparão um espaço bem maior em minha casa.

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